Friday, February 20, 2015

Alberto Ferreira - O Olhar é o que fica


GALERIA LUME EXIBE O UNIVERSO DE ALBERTO FERREIRA

A Galeria Lume exibe O Olhar é o que Fica, do fotógrafo brasileiro Alberto Ferreira, com curadoria de Diógenes Moura. Composta por 23 fotografias em preto e branco – das quais 20 nunca foram expostas -, a mostra retrata o Brasil dos anos 1950 a 1970: o Carnaval, o Rio de Janeiro e cenas do cotidiano da cidade, além de autorretratos do artista.
 O rei se curva ante a dor que o Brasil todo sentiu”. Com esta imagem do exato momento em que Pelé sofreu a contusão na Copa do Mundo do Chile (1962), publicada no Jornal do Brasil, Alberto Ferreira dava os primeiros sinais de uma carreira que lhe traria grande sucesso. Reconhecido mundialmente pela cobertura de eventos esportivos, Alberto Ferreira encontrava-se mergulhado no universo da fotografia documental, registrando detalhes dos locais por onde passou entre as décadas de 1950 e 1970. Para esta exposição, foram selecionadas fotografias de séries diferentes, entre as quais destacam-se Rio de Janeiro – com cenas corriqueiras da cidade, como um grupo de jovens trocando o pneu do carro, um homem arremessando um balde d'água em frente ao Morro do Castelo, garotas em traje de banho, entre outras -, Autorretratos – série na qual Alberto Ferreira, sempre muito elegante, posa para sua própria câmera. Em uma das fotografias, o fundo é o Estádio do Maracanã, local que considerava seu templo, por ser onde fez a famosa imagem da bicicleta de Pelé, em 1965 -, e Carnaval – em que o fotógrafo acompanha de perto os movimentos das mulatas sambando. Sobre esta última série, Paulo Kassab Jr., diretor cultural da Lume, comenta: “A ginga, a bunda, o sofrimento abafado pelo Carnaval e a alegria dos gestos resumem um pequeno retrato do Brasil.”.
Ícone na história do fotojornalismo brasileiro, Alberto Ferreira criou fotografias que carregam em si muito mais que a estética documental. “Nesse jogo de espelhos nunca abstrato, no tempo compacto, o fotógrafo lê a cidade como a página de um livro aberto (...)”, comenta Diógenes Moura.

Exposição: Alberto Ferreira - O Olhar é o que Fica
Curadoria: Diógenes Moura
Coordenação: Paulo Kassab Jr. e Felipe Hegg
Abertura: 26 de fevereiro de 2015, quinta-feira, às 19h
Período: De 27 de fevereiro a 27 de março de 2015
Local: Galeria LUME – www.galerialume.com
Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jd. Europa – São Paulo, SP
Tel.: (11) 4883-0351
Horário: Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h. Sábado, das 11h às 17h.




Tuesday, February 17, 2015

Evelyn Tannus - 30a. ABUP Show


EVELYN TANNUS OCUPA O 30º ABUP SHOW COM MOSTRA INDIVIDUAL

A artista plástica Evelyn Tannus celebra exposição individual no 30º ABUP Show, onde exibe diversas pinturas em mosaicos, formando um grande backlight, além de uma edição limitada e numerada da série “Mãos”, e algumas peças em suportes tridimensionais pintadas pela artista.

Seguindo uma característica marcante de seu trabalho - a aproximação de seus traços com a tatuagem -, Evelyn Tannus cria, especialmente para o 30º ABUP Show, mosaicos em suportes com mesmo formato, contendo cenas que mesclam figuras masculinas, femininas, insetos, animais e alguns “seres” mitológicos. Essas peças compõem um grande painel, que será montado como backlight. Para a mostra, Evelyn Tannus ainda apresenta obras inéditas da série “Mãos”, na qual moldes neste formato são tatuados com seus desenhos. Para completar, a artista mostra sua técnica de pintura em suportes tridimensionais. “Nessas peças, uso outras marcas registradas do meu trabalho: as etnias, as culturas, flora, fauna, deuses, santos, figuras míticas e místicas, lembranças de infância, enfim, coisas que fazem parte do meu universo, minha vivência, minha experiência, um reflexo do meu lado interior.”, comenta.

Ao ser convidada para criar a identidade visual do 30º ABUP Show, Evelyn Tannus mescla a técnica a seu estilo urbano e contemporâneo, baseado na tatuagem, com motivos femininos, mitológicos e com certo ar de religiosidade. Em meio a tudo isso, a artista ainda busca inspiração em outro tipo de arte: a porcelana chinesa. “Meus motivos foram ligar o tipo de feira com o tipo de trabalho que faço, e a porcelana chinesa, com seus azuis sobre os brancos, foi a origem dessa arte que influenciou todo o ocidente.”, comenta.
 
Evento: Exposição – Evelyn Tannus – 30º ABUP Show
Data: 23 de fevereiro de 2015, segunda-feira, às 18h
Local: Centro de Eventos Pro Magno – http://www.evelyntannus.com.br
Rua Samaritá, 230 – Casa Verde – São Paulo, SP - Tel.: (11) 3881-2287
Número de obras: 26
Técnica: Pintura em porcelana

Dimensões: 23 x 10,50 cm a 12 x 3 m

Thursday, February 5, 2015

Arte Sacra na Ourivesaria - MAS/SP



MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO DESTACA A OURIVESARIA EM CELEBRAÇÃO AO ANIVERSÁRIO DA CAPITAL PAULISTA

Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS-SP, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, abre a exposição Arte Sacra na Ourivesaria, com curadoria de JorgeBrandão e Maria Inês Lopes Coutinho. Em comemoração ao aniversário da capital paulista, a mostra traz cerca de 130 peças – entre joias, relíquias, navetas, gomil e jarras, ostensórios, âmbulas, cálices, penas, cruzes, santos óleos e uma instalação de lampadários, além de outros objetos sacros - que traçam uma leitura do acervo do MAS-SP do ponto de vista da produção dessas obras na ourivesaria.

A propósito do período colonial, a historiografia paulista descreve uma São Paulo pobre diante do esplendor das minas de ouro, em Minas Gerais, da riqueza na Bahia e do apogeu da corte, no Rio de Janeiro. Entretanto, pesquisas e a descoberta e análise de novas fontes apontam que, nesta São Paulo dita pobre, existiam profissionais ourives. “Forma-se então um panorama novo, no qual podemos afirmar que se houveram ourives é porque houve ouro e prata. E a presença destes, certamente indica que na época houve riqueza na sociedade.”, comentaMaria Inês Lopes Coutinho. A mostra Arte Sacra na Ourivesaria traz esta produção, dos artesãos de metais nobres que, longe do esmerado acabamento típico das obras europeias, utilizavam aqui na colônia moldes, imprimindo grande criatividade em suas peças e, por que não dizer uma certa genialidade. Como destaques, podemos citar uma cruz peitoral em ouro maciço, esmeraldas, rubis e diamantes, que pertenceu ao Cardeal D. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti; um anel em ouro lavrado e ametista, que pertenceu ao 2º Arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar de Affonseca e Silva; um Divino Espírito Santo em ouro, prata, turquesas e diamantes, datado do século XIX; um lampadário de prata oferecido por Dom Pedro I à Antiga Sé de São Paulo; um conjunto de coroas em ouro dos séculos XVIII e XIX; entre diversos outros objetos.

Neste panorama, a mostra nos leva ao reencontro de tradições litúrgicas que no curso dos séculos ocuparam lugar no território paulistano. Itens que, nas palavras de José Carlos Marçal de Barros, diretor executivo do MAS-SP, “prestaram-se no passado às celebrações de batismo, casamento, morte; às comemorações de datas especiais, às coroações e ocasiões de alta significação simbólica e devocional.”. Ao promover a exibição deste rico acervo, oMAS-SP pretende que o espectador releia os simbolismos da vida cristã contidos em cada um desses objetos, os quais carregam em si atribuições sagradas e a verdadeira história de riquezas da São Paulo colonial.

Link para visualização e download de imagens: http://bit.ly/1wP33cg

Exposição: Arte Sacra na Ourivesaria
Curadoria: Jorge Brandão e Maria Inês Lopes Coutinho
Abertura: 24 de janeiro de 2015, sábado, às 11h
Período: 25 de janeiro a 8 de março de 2015
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo – www.museuartesacra.org.br
Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo
Tel.: (11) 3326.3336 – agendamento de visitas monitoradas
Horário: Terça a sexta-feira das 9h às 17h, sábado e domingo das 10h às 18h
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes pagam meia entrada); Grátis aos sábados. Isentos: idosos acima de 60 anos, crianças até 7 anos, professores da rede pública (com identificação) e até 4 acompanhantes

BLOW UP! na Galeria LUME





GALERIA VILANOVA INAUGURA INDIVIDUAL DE DINO PAZZANESE

A Galeria Vilanova exibe Taste Wild Water, do artista plástico Dino Pazzanese, com curadoria de Bianca Boeckel. As 6 telas que compõem a exposição mostram figuras femininas com histórias nada óbvias e traços marcantes, ora em cenários claros ora escuros, secundários à profundidade dos olhares e sofrimentos retratados. 

A inspiração de Dino Pazzanese para esta série encontra-se em diversas fontes: desde a natureza e nossa relação com ela, até conflitos entre anseios e necessidades com os nossos instintos; a loucura que a sociedade impõe e subtrai das nossas verdadeiras inclinações e sonhos. Com estilo que acredita ser inerente à individualidade de sua própria alma, em Taste Wild Water, o artista pinta mulheres com contornos retilíneos e traços fortes, transmitindo mais que meros sentimentos em suas feições, envolvidas em atmosferas que denotam paz, aprisionamento, melancolia ou até mesmo sensualidade. Caracterizada por suas figuras e histórias de inclinação mitológica, a pintura de Dino Pazzanese pode também representar situações políticas, emocionais e românticas, enquanto persegue a história do mundo. Sobre seu trabalho, o artista comenta: “Em relação às cores, são representações também de elementos geralmente naturais, com bastante vontade de buscar as cores do sol ou da luz da lua, da terra ou das plantas, e as forças e exuberância do corpo e os lampejos da alma.”.

Por opção e propositadamente, Dino Pazzanese se desvincula da arte contemporânea, por acreditar e apostar sempre em sua verdade pessoal. Conceitos à parte, eis uma oportunidade única de conhecer este mundo peculiar do artista. Nas palavras de Bianca Boeckel: “Com esta mostra, oferecemos um mergulho em novas sensações visuais e percepções. Um passo ousado para a Galeria Vilanova, que visa sempre surpreender com novas temáticas.”.


Exposição: Taste Wild Water
Artista: Dino Pazzanese
Curadoria: Bianca Boeckel
Abertura: 7 de fevereiro de 2015, sábado, às 19h
Período: 9 de fevereiro a 5 de março de 2015
Local: Galeria Vilanova – http://www.galeriavilanova.com.br/
Rua Domingos Leme, 73 – Vila Nova Conceição – São Paulo, SP
Tel.: (11) 2691-1190
Horário: Terça-feira a sábado, das 12 às 18h


Friday, December 5, 2014

LUSTE EDITORES REGISTRA 20 ANOS DA CARREIRA DE ANTONIO PETICOV EM LIVRO DUPLO


Luste Editores lança Homo Faber, novo projeto do artista plástico Antonio Peticov composto por dois livros que se complementam: um recorte das obras do artista ao longo dos anos de 1967 a 1987; e um livreto, que funcionará como uma espécie de guia para o primeiro livro, incluindo análises realizadas pelo próprio artista, do ponto de vista da matemática, física e outras ciências, temas fundamentais para a compreensão de seu trabalho.

Desenhista, gravador e escultor autodidata, a formação artística de Antonio Peticov se constitui a partir de pesquisas pessoais e sistemáticas sobre história da arte e de sua integração aos movimentos artísticos de vanguarda, na segunda metade da década de 1960. Homo Faber descreve sua história, a influência das ciências em seu trabalho e a proximidade possível entre matemática e artes. Ao longo de Homo Faber, seus trabalhos são organizados segundo os grandes temas recorrentes de sua obra: os aspectos de energia, o Yin e o Yang, a Seção Áurea, a topologia, os elementos alquímicos, os labirintos, entre outros. Na Seção Áurea[1], como exemplo, Antonio Peticov utiliza conceitos numéricos para produzir arte - assim como Michelangelo e Da Vinci no passado. Em uma de suas criações, o artista reproduz a formação de um caramujo, cuja constituição do espiral segue à risca a proporção áurea – 1,618.

Convidado por Martin Gardner (escritor americano que ficou popularmente conhecido pela coluna Mathematical Games, publicada na revista Scientific American durante quase 40 anos), Antonio Peticov participou de algumas reuniões em Atlanta, Estados Unidos, com um grupo seleto de “gênios” do mundo todo. Único participante brasileiro, algumas curiosidades desses encontros também são apresentados em Homo Faber, livro que tem como introdução um prefácio póstumo de Martin Gardner

Autor de uma produção diversificada, Antonio Peticov sintetiza, nessa publicação, 20 anos de sua vida artística em um registro indispensável a colecionadores, estudantes e amantes de arte. Técnica, domínio das cores e criatividade percorrem toda sua obra, perfazendo um importante legado cultural para as gerações atuais e futuras.  



LIVRO: Homo Faber, de Antonio Peticov
Editora: Luste Editores
Patrocínio: Bradesco Seguros
Número de páginas: 1º livro: 296 / 2º livro (Livreto): 96 + Luva Especial
Dimensão: 25 x 25 cm
Preço de venda: R$ 90,00




[1] A proporção áurea, uma constante real algébrica irracional denotada pela letra grega Phi, é considerada harmônica e agradável.

Tuesday, December 2, 2014

NEW CREATORS - High Fashion Summer Collection



NEW CREATORS LANÇA COLEÇÃO ALTO VERÃO 2015

A New Creators promove o lançamento da coleção alto verão 2015 de seus Creators, com curadoria de Flavia Trindade e trabalhos de 17 designers de moda e de acessórios. Composta por cerca de 100 peças entre vestidos, calças, saias, blusas, biquínis, colares, brincos e anéis, além de roupas masculinas, a coleção abrange uma grande variedade de materiais, tecidos e acabamentos, como seda, tricô e franjas.

O evento conta também com exposição de imagens da campanha fotografada por Jonas Tucci, em que as convidadas Alessandra Rehder, Florence Gaudin, Guta Virtuoso, Helena Barbeiro, Lais Mello e Stephanie Consoli são clicadas em editorias criativos e com caráter de retratos, vestindo looks compostos por peças dos Creators. “O conceito da campanha é, além de apresentar algumas roupas da nova coleção e o belo trabalho de Jonas Tucci, mostrar que cada estilista tem sua identidade.”, comenta Flavia Trindade.

Com o lançamento desta coleção, a New Creators da prosseguimento a sua agenda 2014 de eventos realizados em seu recém inaugurado espaço, o qual é dedicado não apenas à moda como também à arte e ao design. Uma ótima oportunidade para encontrar inspiração, cultura e lazer em um único local.


Evento: Lançamento da coleção New Creators / Alto Verão 2015
Curadoria: Flavia Trindade
Coordenação: Mariana Jacinto
Creators          
Moda: Ivana Corsele, Lorran Augusto, Debora Mangabeira, Tarjas, Helena Pontes, 3AM, Pynablu, Saint Mattias, Priscilla França, Melt Swimwear e Mohit. 
Acessórios: Lê Junqueira, Cine 732, Bianca Bertonni, Mireille Wendling, Maria Striker, Luiza Dias.
Data: 4 de dezembro de 2014, quinta-feira, das 17 às 22h

Local: New Creatorshttp://newcreators.art.br/
Rua Lisboa, 281 - Pinheiros – São Paulo, SP
Tel.: (11) 3539-1756
Horário: De segunda a sexta-feira, das 10h às 20h; Sábado, das 10h às 16h
Preços: R$ 110,00 a R$ 2.000,00


Campanha – Coleção New Creators / Alto Verão 2015
Convidadas: Alessandra Rehder, Florence Gaudin, Guta Virtuoso, Helena Barbeiro, Lais Mello e Stephanie Consoli  
Fotógrafo: Jonas Tucci
Maquiagem: Rebeca Magalhães e Cris Lopes


PRESEPE DI CARTA - MAS/SP


MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO EXIBE MOSTRA INÉDITA DE PRESÉPIOS DE PAPEL

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS-SP, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, inaugura a exposição Presepe di Carta – Coleção Celso Battistini Castro Rosa, com curadoria de Osley José Viaro. Seguindo uma das maiores tradições cristãs nas festas de fim de ano, aproximadamente 150 presépios de papel da coleção particular de Celso Battistini Castro Rosa - a maior parte deles proveniente da Alemanha e impressos entre os anos de 1890 e 1940 - compõem a edição 2014 da já tradicional mostra de presépios do MAS-SP.

Pequenas maravilhas da litografia. Presépios de papel, dobráveis, antigos e bem conservados perfazem esta importante coleção, exposta pela primeira vez na capital paulistana. Bastante raros, atraem interesse de colecionadores ao redor do mundo, deixando para trás a fama de “presépios dos pobres” – conhecidos desta forma após a proibição de montagens representando o nascimento de Cristo, por Joseph II, imperador da Áustria, em 1782. Pintados e recortados em papel, esses presépios passaram das igrejas, dos palácios e locais públicos para as famílias e suas casas, recriando a cena da Natividade, então, para as pessoas comuns.

Sob influência da tradição barroca do teatro, entre os séculos XVII e XVIII, habitantes das cidades ricas da Itália e da Áustria contratavam artistas para pintar figuras bíblicas em papel. Porém, o ápice dos presépios de papel teve início apenas em meados do século XIX, coincidindo com o desenvolvimento da litografia – para a época, um novo processo de impressão. Houve, assim, um aumento significativo na produção desses presépios, sendo os mais famosos provenientes de Weissenburg (Alsácia, França), Neuruppin (Brandenburg), Mainz e Augsburg – as últimas três regiões localizadas na Alemanha. Para se ter uma ideia da raridade da coleção de Celso Battistini Castro Rosa, entre 1835 e 1900, Gustav Kühn (artista alemão de Neuruppin, 1750-1826) criou apenas 175 diferentes motivos de presépios em papel. Scholz Editor, de Mainz, ofereceu trinta e cinco modelos, em 1912. Weissenburg C. Burckhardt fez quarenta e dois, em 1907.

Com esta exposição inédita, o Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS-SP firma sua tradição natalina de trazer ao público os mais variados tipos de presépios, contribuindo com a manutenção dessa cultura popular. Nas palavras do curador, sobre a coleção de Celso Battistini Castro Rosa: “Acomodados em caixas, juntos a cartões de Natal, fotografias e preciosidades pessoais, estas relíquias de papel com seu rico colorido repousam lado a lado, desdobrando-se a cada Natal na pequena Belém de todos nós.”.

Exposição: Presepe di Carta – Coleção Celso Battistini Castro Rosa
Curadoria: Osley José Viaro
Abertura: 6 de dezembro de 2014 – sábado – às 11h
Período: 7 de dezembro de 2014 a 6 de janeiro de 2015
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo – www.museuartesacra.org.br
Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo
Tel.: (11) 3326.3336 – agendamento de visitas monitoradas


Friday, October 24, 2014

GALERIA LUME APRESENTA O UNIVERSO DE PENNA PREARO EM INDIVIDUAL




Galeria Lume abre a individual Portal de Alice em Atlantis, do fotógrafo Penna Prearo, com curadoria de Agnaldo Farias. A série, composta por 21 fotografias, abraça elementos da pintura e do cinema, com uso de equipamentos visuais acessórios como filtros, prismas, lanternas mágicas, caleidoscópios, entre outros, perfazendo um recorte da produção recente e da pesquisa atual do artista.

Penna Prearo habita um mundo ainda incógnito para nós, um universo de fábulas e desvarios, com influências que não vem de ilusões, mas das existências ali vividas. Em sua obra, nada surge da casualidade, cada escolha vem de uma razão bem pensada, de referências artísticas principalmente pictóricas e cinematográficas. Portal de Alice em Atlantis mostra fragmentos do planeta homônimo onde o fotógrafo vive, com narrativas elaboradas como um diretor que constrói cenas e inventa cenários. As situações retratadas tem personagens tão improváveis quanto um mosquiteiro de tule, um cavalinho de pau, a cabeça de uma escultura clássica, duas rodas de bicicletas ou um hidrante, que o artista, em suas infatigáveis peregrinações, os percebe e trata como personagens enigmáticas, poderosas em suas presenças silenciosas. “Sua poética afigura-se como um diário do maravilhoso, que ele consegue fazer irromper de um cotidiano que os tristes e desavisados supõem comum.”, comenta o curador da mostra.

A individual de Penna Prearo é composta por obras de diversas séries, como Ballerinas – em que o fotógrafo utiliza mosquiteiros de tule incorporados a cenários variados, como se os elementos interagissem entre si em uma apresentação de balé -, Falange Ciclope – cujos personagens, desta vez, são representados por rodas de bicicletas -, Carrossel para um Kubrick Solitário – onde um cavalinho de madeira aparece sempre no clima fantástico característico de sua obra -, Portal de Alice – série composta por cenas que parecem parodiar a realidade, entre outras.

Em uma miscelânea de alusões e temas para a composição de suas fotografias, Penna Prearo realiza confrontos e tensões entre imagens, enfatiza a cor em seus trabalhos e destaca um repertório que vai de Alice no País das Maravilhas (de Lewis Carroll, publicado em 1865), inserindo a fábula na lendária ilha de Atlantis, ou Atlântida, criando seu universo individual.

Nas séries de Penna Prearo, o registro fotográfico não se presta a apenas registrar coisas e situações comuns. Sua função ultrapassa esse patamar, onde cria cenas de sonho, reais ou imaginárias, parafraseando a realidade. Seus trabalhos remetem a recortes de narrativas não lineares e à realidade cultural e underground das cidades por onde passa.




“Albergaria de seres transmutantes,
portas de entrada de Alices fugazes,
sistemas organizados,
desertores procurando
lascas de um tempo curvado.
Flechadas de luz farpada
em alvos transitórios.
Translúcidas paisagens
convidando para uma viagem
num transatlântico enfurecido
com bilhete só de volta.
Um dia mais, um dia menos.”

Penna Prearo


Exposição: Portal de Alice em Atlantis
Artista: Penna Prearo
Curadoria: Agnaldo Farias
Coordenação: Paulo Kassab Jr. e Felipe Hegg
Abertura: 23 de outubro de 2014, quinta-feira, às 19h
Período: De 24 de outubro a 28 de novembro de 2014
Local: Galeria LUMEwww.galerialume.com
Rua Joaquim Floriano, 711 – 2º andar – Itaim Bibi – São Paulo, SP
Tel.: (11) 3168-0351

Horário: Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h. Sábado, das 11h às 14h

Thursday, October 9, 2014

GRIS ESCRITÓRIO DE ARTE EXIBE PROJETO AUTORAL DE RODRIGO EDELSTEIN



O GRIS Escritório de Arte, em parceria com o designer Rodrigo Edelstein, expõe o projeto Conversa Forjada, composto por 12 trabalhos sobre papel e 8 peças de design. Com curadoria de Paulo Azeco, esta é a primeira exposição individual da galeria, com sua recente inclusão no circuito cultural paulistano, com uma ação dirigida à busca de novos caminhos de disseminação de arte.

Como designer de mobiliário, o trabalho de Rodrigo Edelstein é marcado pelo uso de aço, com peças de estilo industrial e acento brutalista. Em Conversa Forjada, sua pesquisa se estabelece no universo das artes plásticas, com um trabalho autoral sobre papel de algodão, utilizando aquarela, nanquim, e caneta BIC. O artista imagina um diálogo seco e curto entre duas pessoas por meio de palavras e símbolos, como assertivamente descreve o filósofo francês Gilles Lipovetsky a respeito da sociedade “hipermoderna”. Porém, o diálogo aqui também é estético, encontra a herança concreta brasileira, e carrega forte interação com seu design e seus materiais do uso cotidiano.

O projeto será montado junto a uma retrospectiva de peças do designer, com itens de acervo e objetos de inspiração, no intuito de possibilitar ao expectador uma visita ao universo do artista e a melhor interpretação de seu pensamento criativo.

SERVIÇO
Conversa Forjada, de Rodrigo Edelstein
Curadoria: Paulo Azeco
Coquetel: 16 de agosto de 2014, sábado, às 16h
Período: 18 de agosto a 31 de outubro de 2014
Local: GRIS Escritório de Arte
Rua Oscar Freire, 2205 – Pinheiros
Tel.: (11) 3064-0380