Wednesday, March 26, 2014

Galeria LUME - SP-Arte 2014



Galeria Lume leva fotografias, esculturas e desenhos à SP-Arte 2014

A Lume, na SP-Arte 2014, destaca criações de três artistas contemporâneos representados pela galeria: Kilian Glasner, Florian Raiss e José Guedes. O conceito elaborado para esta edição gira em torno de temas recorrentes na história da arte, como o homem, o corpo e seus conflitos e dualidades. Nas palavras de Paulo Kassab Jr., diretor cultural da Lume: “Corpos em transformação, que ficam gravados como frações da existência contemporânea.

Kilian Glasner terá exposta uma pintura em pastel e carvão, realista e com perspectivas quase fotográficas, intitulada ‘’Anatomia do Fogo’’. Por sua vez, Florian Raiss apresenta uma nova série de esculturas, além de um Quadrúpede colorido inédito e outro de bronze patinado de grandes dimensões (170x100x70 cm). José Guedes participa com sua série “Piscinas”, fotografias que remetem ao universo de cores e magia, onde as formas padrão, abrem espaço para uma nova maneira de visualizar o objeto.

A Galeria LUME está presente na SP-Arte desde 2012, mostrando trabalhos de importantes profissionais tanto brasileiros como estrangeiros. Em sua intensa agenda de 2013, a LUME realizou exposições de nomes internacionais como Terry O’Neil e Laurent Chéhère, com a presença dos artistas, as individuais de Rodrigo Kassab, Gabriel Wickbold e Lúcio Carvalho, além da mostra Órbitas, de Florian Raiss e Paulo Von Poser. Para este ano, a agenda confirma participação da LUME nas feiras Paris Photo L.A., Art Rio 2014 e FRIEZE (Londres) – entre outras -, assim como as individuais de Maxi Cohen (norte-americana), José Guedes, Penna Prearo, Gal Oppido e Florian Raiss.

Galeria LUME – www.galerialume.com
SP-Arte 2014 – stand C11
Período: 3 a 6 de abril de 2014
Local: Pavilhão da Bienal - Parque do Ibirapuera, Portão 3
Horários: Quinta a Sábado, das 13h às 21h. Domingo das 11h às 19h.
Ingressos: R$ 40,00 [inteira] R$ 20,00 [meia entrada*]
*estudantes, pessoas com deficiência e idosos [mediante apresentação de documento]

José Guedes - Amarcord - Galeria LUME



Galeria Lume apresenta um recorte lúdico do mundo não específico de José Guedes

Galeria Lume abre a exposição Amarcord, do artista plástico cearense José Guedes, com curadoria de Paulo Kassab Jr. Composta por 10 obras entre esculturas, vídeos e uma intervenção, o artista mostra trabalhos de diferentes períodos de sua carreira, expondo uma história quase autobiográfica.
A obra de José Guedes se comunica pelo não dizer, no qual os acontecimentos persistem pela insinuação, e não a especificidade. Entre algumas obras expostas: balões de diálogos pintados em têmpera (sobre PVC) - onde a pintura oculta a linguagem e nos conta uma história diversa, no intuito de falar sentimentos ou expressar a imaginação do espectador -, um relógio - que marca as horas em uma ordem nunca vista, trazendo ao público o universo de Guedes, no qual as coisas seguem padrões distintos daqueles aos quais nos acostumamos -, um livro - que não se deixa abrir, encerrando-se em si mesmo e fazendo referência aos livros soltos em nossas prateleiras, à espera por serem lidos -, além da obra Fábula de um Arquiteto – por meio de uma estrutura de quadros, espaços geométricos pintados com tinta acrílica vermelha escondem frases do poema homônimo de João Cabral de Melo Neto.
Amarcord revela e reconstrói a realidade do artista, ajustando-a a seus critérios estéticos e criando novos significados, os quais são, comumente, críticas à nossa sociedade. Em toda sua obra, Guedes nos propõe uma infinidade de possibilidades, em um mundo onde o tempo no relógio é outro, as formas de enxergar são diferentes, e as cores versam – sincronia entre a tinta e o verso. “Foram-se os sons, restaram as cores e as formas, das letras ficaram as referências, o tempo mudou de lugar. Mesmo onde não há a palavra, pode haver poesia.”, conceitua Paulo Kassab Jr.

Exposição: José Guedes - Amarcord
Curadoria:
Paulo Kassab Jr.
Coordenação: Felipe Hegg
Abertura: 3 de abril de 2014, quinta-feira, às 19h
Período:  De 4 de abril a 24 de maio de 2014
Local: Galeria LUME – www.galerialume.com
Rua Joaquim Floriano, 711 – 2º andar – Itaim Bibi – São Paulo, SP
Tel.: (11) 3704.6268
Horário: Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h. Sábado, das 11h às 14h


Galeria PARALELO - SP-Arte 2014


Galeria Paralelo trabalha o conceito de “artista coletor” para a SP-Arte 2014

A Galeria Paralelo, seguindo sua proposta de trabalhar com a criação contemporânea em suas últimas manifestações, leva à SP-Arte 2014 artistas diversificados, com destaque para Bernardo Tejeda, Carolina Caliento, Ivan Cardoso, Luiz Hermano e Patricia Camet. O espaço baseia-se no conceito de “artista coletor”, recolhedor de elementos físicos ou imagéticos, somatórios ou desagregadores, com os quais as obras foram produzidas.

Na ocasião, Bernardo Tejeda apresenta a série “Epígono”, na qual o artista cubano radicado na Espanha fotografa bem de perto partes do próprio corpo, tirando desses fragmentos pessoais a tridimensionalidade. Carolina Caliento, por sua vez, mostra a série “Lugar Comum”, com pinturas sobre fotografias que retratam nossa sociedade. Ivan Cardoso expõe “Hélio no Saco Bolide”, na qual o artista utiliza-se da repetição de imagens como pigmentos de uma única fotografia. “Volta e Meia” é o título da obra de Luiz Hermano, a qual demonstra sua forte característica de reunir e transformar objetos, como se tratassem de letras de um texto feito para ser lido e interpretado pelo espectador. Por fim, Patricia Camet exibe “Emoticons”, um grande painel formado por embalagens de produtos variados, no intuito de despertar no público uma consciência ecológica sobre o ambiente ao seu entorno.

A Galeria Paralelo está presente na SP-Arte desde 2013, ano de uma intensa agenda de exposições como as individuais de Vermelho, Sérgio Guerra, Sylvia Martins e Ivan Cardoso, além da participação da galeria em eventos especiais e feiras nacionais e internacionais.

Galeria Paralelo – www.paralelogaleria.com.br
SP-Arte 2014 – stand C07
Período: 3 a 6 de abril de 2014
Local: Pavilhão da Bienal - Parque do Ibirapuera, Portão 3
Horários: Quinta a Sábado, das 13h às 21h. Domingo das 11h às 19h.
Ingressos: R$ 40,00 [inteira] R$ 20,00 [meia entrada*]
*estudantes, pessoas com deficiência e idosos [mediante apresentação de documento]

Ivan Cardoso - Conversa Aberta - Galeria PARALELO


A Galeria Paralelo promove a conversa aberta “Monstrutivismo: O Vampiro é Nosso”, com o curador Fernando Cocchiarale e o pesquisador Lúcio Agra, sobre a obra do artista Ivan Cardoso, que também estará presente no bate-papo.

O encontro versa sobre o trabalho de Ivan, o qual foi tema de exposição individual em 2013, na própria Paralelo, uma mostra produzida não só pela invenção poética e por novas imagens, pinturas e objetos do artista, como também pelo registro icônico de personalidades do universo cultural brasileiro, capturados por sua câmera. Nas palavras de Fernando Cocchiarale: “(...) tanto o cinema de Ivan Cardoso quanto suas outras obras têm por referências ícones da brasilidade. Mas, diferentemente do foco agro-rural que havia marcado essa questão até o pós-guerra, as referências apropriadas pelo artista são inversamente urbanas. Na verdade ele sequer trata de temas estritamente brasileiros já que múmias, vampiras, etc. são parte de um imaginário local que filtrou Hollywood e chegou às chanchadas da Atlântida.”

Em meio à intensa repressão instaurada pela Ditadura Militar, Cardoso inventou um cinema que, ao conceber a máscara do chamado terrir e a estética udigrudi, confrontava diretamente tal repressão e seus desdobramentos.

SERVIÇO
Conversa Aberta MONSTRUTIVISMO: O Vampiro é Nosso
Mesa: Fernando Cocchiarale, Lúcio Agra e Ivan Cardoso
Coordenação: Andrea Rehder e Flávia Marujo
Data: 1º de abril de 2014, terça-feira, às 18h
Local: Paralelo – www.paralelogaleria.com
Rua Artur de Azevedo, 986, Pinheiros – São Paulo, SPTel: (11) 2495-6876

Pierre Lapalu - O Etnografo Naif - Galeria PARALELO



 A Galeria Paralelo exibe O Etnógrafo Naïf, do artista plástico curitibano Pierre Lapalu, o qual também assina a curadoria da mostra. Trata-se de uma instalação narrativa, com 36 desenhos, sobre a vida e obra de um artista fictício criado por Pierre, chamado Joaquim Nunes de Souza, o qual teria produzido uma série de desenhos retratando pessoas no espaço urbano.
De natureza introvertida e origem humilde, Joaquim não tem formação acadêmica e nem aplica rigor científico em seus desenhos de observação, seu único meio de interação com a sociedade. Seu trabalho apresenta recortes de cenas do dia a dia - relances do cotidiano que permanecem em nosso imaginário -, revela protagonistas de pequenos detalhes da vida. Joaquim age como um “etnógrafo naïf”, fazendo um levantamento do tipo físico e do comportamento desses habitantes da cidade de Curitiba, em uma tentativa intensa de perceber a realidade social e entender a configuração local, da qual se sente excluído.
Apesar da linearidade em relação à cronologia da história de Joaquim, mostrada na exposição com disposição clara de início e fim, os desenhos foram feitos aleatoriamente, sendo que todas as pessoas retratadas, os locais dos textos e dos retratos, de fato existem (ou existiram). Acerca do processo criativo, Pierre comenta: “A escolha do desenho, basicamente nanquim sobre papel, dá-se pela facilidade que um artista teria de desenhar na rua, já que todos os desenhos seriam supostamente produzidos durante observações de populares em praças, terminais de ônibus e demais locais de convivência comum, mas que passam despercebidos pelos que ali transitam”.
Tomando a urbanidade como tema e o uso da ficção como mediação com o público, Pierre Lapalu nega a premissa do artista como um executor do próprio estilo, emprestando seus traços e jeito de desenhar a Joaquim. “(...) entendi que deveria procurar desenvolver a metamorfose que o traço e o estilo de um artista teria durante toda sua vida, pois o estilo muda conforme sua percepção vai se descolando da realidade, o que é observável pelo traço”.

SERVIÇO
Exposição: Joaquim Nunes de Souza – O Etnógrafo Naïf
Curadoria: Pierre Lapalu
Coordenação: Andrea Rehder e Flávia Marujo
Abertura:  29 de março de 2014, sábado, às 15h
Período:  31 de março a 3 de maio de 2014
Local: Paralelowww.paralelogaleria.com
Rua Artur de Azevedo, 986, Pinheiros – São Paulo, SP
Tel: (11) 2495-6876



Tuesday, March 11, 2014

O Papa Sorriu! - Museu de Arte Sacra de São Paulo



 
 
Caricaturas do Papa Francisco em exposição inédita no Museu de Arte Sacra de São Paulo
 
O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, equipamento da Secretaria de Estado da Cultura, exibe O Papa Sorriu, com curadoria deRafael Alberto Alves. A mostra conta com 38 caricaturas feitas por 38 cartunistas brasileiros e estrangeiros, e tem como intençãohomenagear o Papa Francisco, o qual completa um ano de papado, mostrando simplicidade e bom humor no trato com todas as pessoas, fato evidenciado na ocasião de sua visita ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, em 2013.
 
Impressionados com os sorrisos e abraços distribuídos pelo Papa, especialmente com os jovens, um grupo de cartunistas reuniu diversas obras que retratam o Pontífice e toda sua simpatia para com o povo. O resultado foi a publicação do livro intitulado O Papa Sorriu, entregue pessoalmente ao Papa Francisco pelo Arcebispo metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Scherer, no início de 2014. Agora, alguns desses trabalhos ocupam as paredes do MAS/SP em exposição inédita: “Para nós, demonstra que fazemos sim arte. É a primeira vez que caricaturas entram em um museu de arte sacra. Parabéns a todos que acreditaram em mais essa empreitada de nossas flash expo”, comenta José Alberto Lovetro, Presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil.
 
Com traços característicos acentuados, os artistas criam desenhos de certa forma cômicos, que provocam todos os tipos de reação nos espectadores, desde a surpresa até a ternura. Entre os nomes de destaque, a mostra exibe trabalhos de artistas conhecidos nacionalmente, como Baptistão, Carlos Amorim, Gilmar Fraga, Gustavo Paffaro, J. Bosco, Junior Lopes, Luiz Carlos Fernandes, Mônica Fuchshuber, Omar Figueroa Turcius, Quinho, Sergio Morettini e William Medeiros.
 
Nas palavras de José Carlos Marçal de Barros, Diretor Executivo do MAS/SP: “Nas crônicas políticas e sociais, a caricatura constitui uma das mais aguçadas formas de expressão. Nada parece escapar aos olhos do caricaturista, cujo poder de síntese revela um invejável conhecimento sobre a realidade e sobre o ser humano.
  
ExposiçãoO Papa Sorriu
Cartunistas: Alan Souto Maior, Alex Souza, Ariel Silva, Baptistão, Benjamim Cafalli, Bira Dantas, Bruno Honda Leite, Carlos Amorim, Claudio Duarte, Ed Carlos Joaquim, Eder Santos, Elihu Duayer, Fredson Silva, Gilmar Fraga, Gustavo Paffaro, J. Bosco, Jorge Barreto, José Alberto Lovetro, Junior Lopes, Luiz Carlos Altoé, Luiz Carlos Fernandes, Mello Cartunista, Mônica Fuchshuber, Nei Lima, Omar Figueroa Turcio, Paolino Lombardi, Quinho, Renato Stegun, Ricardo Soares, Rice Araujo, Rodrigo Brum, Sergio Mas, Sergio Raul Morettini, Seri Ribeiro Lemos, Vicente Bernabeu, Wal Alves, William Martins Ribeiro, William Medeiros
Curadoria: Rafael Alberto Alves
Abertura: 14 de março de 2014, sexta-feira, às 19h
Período: 15 de março a 30 de abril de 2014
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo  www.museuartesacra.org.br
Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo
Tel.: (11) 3326-5393 - visitas monitoradas
Horário: De terça a sexta-feira, das 9h às 17h, sábado e domingo das 10h às 18h
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes pagam meia entrada); grátis aos sábados


José Roberto Aguilar - 50 Anos de Arte - MCB


50 anos de carreira de José Roberto Aguilar é marcado por lançamento de livro
 
O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, recebe o lançamento do livro José Roberto Aguilar: 50 Anos de Arte, do pintor, escultor, escritor, curador, músico e performer. Com textos de Solange Lisboa, introdução de Nelson Aguilar e design de Fernanda Sarmento, é uma retrospectiva da carreira do artista, com cerca de 250 pinturas e 250 fotografias documentais que representam suas principais obras, inserindo-as em seu contexto original e traçando, assim, um panorama da cena cultural brasileira desde a década de 1960 até os dias atuais.
 
Composto por dois volumes, o livro apresenta trabalhos reunidos entre 1960 e 1989, no primeiro tomo, e de 1990 a 2010 no segundo, sendo os capítulos organizados por décadas, apresentando as pinturas de cada período, bem como páginas contextuais com fotos históricas, críticas, documentos e itens relativos a outras áreas além do campo das artes plásticas. Em geral, a publicação revela a facilidade que Aguilar possui de passear por diferentes suportes com total desenvoltura. Nesses 50 anos, o multiartista transitou entre a pintura – além de vídeoarte, vídeoinstalações e performances – e a liderança da Banda Performática, que mistura pintura, música, teatro e circo. A admiração pela literatura e pela mitologia torna tais assuntos sempre presentes em sua produção, ao se apropriar da escrita e dos signos, fazendo-os e “transcriando-os” como elementos integrantes em suas telas.
 
Com ritmo dinâmico de leitura, o livro acrescenta informações que podem ser consideradas genuínos recortes da cultura brasileira das últimas 5 décadas, no intuito de construir um relato histórico da relevante obra de Aguilar, bem como da cultura de vanguarda no Brasil.
  
SERVIÇO
Evento: Lançamento do livro José Roberto Aguilar: 50 Anos de Arte
Autor: José Roberto Aguilar
Data: 13 de março de 2014, quinta-feira, às 19h
Local: Museu da Casa Brasileira – www.mcb.org.br
Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano           
 
 
LIVRO: José Roberto Aguilar: 50 Anos de Arte
Editora: Imprensa Oficial
Número de páginas: 512, em 2 volumes
Dimensão: 28x29 cm



Virgilio Neves - Hipnoses - Galeria Vila Nova

 
Virgilio Neves propõe “hipnotizar” o público em série com 12 pinturas
 
A Galeria Vila Nova abre a exposição Hipnoses, do artista plástico Virgilio Neves, com curadoria de Bianca Boeckel. Em sua primeira individual, a mostra é composta por 12 pinturas desconstruídas através de inúmeras linhas feitas com caneta permanente, reconfigurando, recompondo e revitalizando as formas e cores pela força do desenho sobre as camadas de tinta.
Inspirado por um fragmento de cerâmica do século XVII encontrado em uma praia de Pernambuco, Virgilio decidiu construir uma metáfora nas suas telas, fragmentando as imagens. Com formas sinuosas e orgânicas, as quais, segundo o artista, criam um processo hipnótico tanto para ele que as cria, quanto para quem as observa. A técnica que mistura pintura em acrílica sobre tela com desenhos em caneta permanente, propõe uma nova linguagem pictórica. Não há intenção de gerar uma disputa entre linguagens e sim de criar uma sinergia entre as mesmas, através do controle absoluto das cores, das linhas e das formas.
O ponto de partida para esta série inédita foi marcado pelo encontro do artista com a peça histórica, em Pernambuco, o que o levou a uma reflexão profunda. De onde veio o pequeno pedaço de cerâmica? De qual objeto ele fazia parte? E o mais importante: qual era o recado que este sincronismo entre dois tempos distintos estava trazendo?  A partir disso, Virgilio trouxe esses questionamentos ao seu trabalho: “Cada momento da minha produção é como um fragmento que se encaixa com o seguinte. A composição total, que dará origem ao todo, poderá ser conhecida um dia, mas enquanto isso não acontece, eu tento me aprofundar cada vez mais na experiência da busca pelo próximo ‘ fragmento’ da minha poética visual”.
 
Exposição: Virgilio Neves – Hipnoses
Curadoria: Bianca Boeckel
Abertura: 12 de março de 2014, quarta-feira, às 19h
Período: 13 de março a 26 de abril de 2014
Local: Galeria Vila Nova – http://www.galeriavilanova.com.br
Rua Domingos Leme, 73 – Vila Nova Conceição – São Paulo, SP
Horário: Terça-feira a sábado, das 12 às 18h
Número de obras: 12
Técnica: Pintura em acrílica sobre tela com uso de caneta permanente


Kiko Maldonado - Road Tag - Monica Filgueiras Galeria



Kiko Maldonado apresenta o American Way of Life sob sua perspectiva
 
Kiko Maldonado expõe Road Tag, na Monica Filgueiras Galeria de Arte, com curadoria de Beto Altilio. Em sua primeira individual no circuito cultural, a mostra é composta por 20 trabalhos em estilo Pop Art - feitos a partir de placas de automóveis Norte-Americanos das décadas de 1970, 1980 e 1990 -, que mostram a visão de Kiko a respeito desta cultura automobilística e do “American Way of Life”.
Como inspiração essencial, o artista resgata símbolos, formas, figuras e personagens marcantes da cultura Americana e, posteriormente, da cultura pop mundial, tais quais Mickey Mouse, carros como Fusca e Kombi, os logotipos da banda Rolling Stones e da Revista Playboy, além de mapas geográficos dos Estados Unidos. Kiko reutiliza as cores originais de cada placa, cores que ora nos remetem à bandeira Norte-Americana (azul, vermelho e branco), ou às chapas dos carros de Michigan (pretas ou azuis) - por Detroit ser a capital do automóvel – ou de Nova York (amarelas, como nos anos 80 e 90). A técnica sugere cortes manuais das peças em mosaico e colagem sobre fundo de madeira ou de tela, com pintura a revolver.
Com obras de rápido impacto visual, o título Road Tag faz referência, além das rodovias dos Estados Unidos (como Road 66), às bagagens de viagem que carregam etiquetas (ou tags, em Inglês), identificando seus respectivos donos. “Então, estou identificando toda essa bagagem cultural através destes trabalhos. Também me fascina a história e a energia de cada placa de automóvel, caminhão, trailer, etc., pois tiveram sua vida útil, percorrendo centenas de milhares de quilômetros.”, comenta o artista. Em quais carros estavam? Quem ou o que transportaram? Por onde rodaram, quais estradas? O que viram? Qual sua história?”. Tudo isso está representado, em Road Tag, pelo automóvel que, por sua vez, encontra representação em suas placas.
 
Exposição: Kiko Maldonado – Road Tag
Curadoria: Beto Altilio
Abertura: 11 de março de 2014, terça-feira, às 19h
Período: 12 de março a 5 de abril de 2014
Local: Monica Filgueiras Galeria de Arte – http://www.monicafilgueiras.com.br/
Rua Bela Cintra, 1533 – Jardins – São Paulo, SP
Tel.: (11) 3081-9492 / 3082-5292
Horário: Segunda a sexta-feira, das 10h30 às 19h. Sábado, das 10h30 às 14h30

Tuesday, February 25, 2014

Maxi Cohen - Ladies Room Around the World

 

Maxi Cohen abre sua primeira individual no Brasil: Ladies Room Around the World
 
A Galeria Lume inicia seu calendário de 2014 com a exposição Ladies Room Around the World, da fotógrafa, cineasta e artista multimídia norte-americana Maxi Cohen, com curadoria de Paulo Kassab Jr. Em sua primeira individual no país, a mostra é composta por cerca de 19 fotografias e um vídeo desta série retratada entre 1978 e 2011, ambientada em banheiros femininos de diversas cidades do mundo.
 Ladies Room Around the World” surgiu durante o lançamento de seu longa-metragem Joe e Maxi, no Festival de Cinema de Mimi (1978), onde Maxi Cohen se viu em um entediante jantar de premiação, no salão de um hotel. Para escapar da situação desconfortável, Maxi recorreu ao seu “esconderijo” predileto desde criança: o banheiro feminino – “Um santuário de isolamento em um mundo densamente povoado”, em suas próprias palavras. Encantada com as octogenárias ajustando seus espartilhos e cílios postiços, a artista sacou sua câmera e começou a fotografar esta cena, dentro daquele templo de porcelana e prata. Posteriormente, Maxi passa a gravar algumas dessas experiências em vídeo, num formato de documentário, completando esta série que percorreria, algum tempo depois, inúmeros lugares do mundo, como Austrália, Zâmbia, Bombay, Bósnia, e Tel Aviv.
Ao longo de 33 anos, Maxi foi reunindo fotografias e vídeos de circunstâncias variadas, capturados dentro desse universo particular. Pessoas de diferentes línguas e estilos foram registradas, geralmente em frente ao espelho do banheiro, evidenciando momentos vulneráveis e de confissões íntimas à fotógrafa, as quais vão desde o sexo ao adultério, do poder ao abuso, da moda à fama, e do horror ao deleite. “Na década de 1990, entrei em um bar aborígene no interior australiano. Um par de mulheres me chamou para sentar com elas. Temendo os ouvidos masculinos, as mulheres me arrastaram para o banheiro feminino para falar sobre o incesto e estupro de meninas e meninos na comunidade.”, comenta.
Explorando este curioso ambiente desconhecido pelos homens, o banheiro feminino, Maxi Cohen considera questões importantes, que a ela eram reveladas pouco a pouco, evidenciando fatos escondidos em discursos que nem sempre se pautavam na realidade de palavras e ações.
 
Exposição: Maxi Cohen – Ladies Room Around the World
Curadoria: Paulo Kassab Jr.
Coordenação: Felipe Hegg
Abertura: 25 de fevereiro de 2014, às 19h
Período: De 26 de fevereiro a 25 de março de 2014
Local: Galeria LUME – www.galerialume.com
Rua Joaquim Floriano, 711 – 2º andar – Itaim Bibi – São Paulo, SP
Tel.: (11) 3704.6268
Horário: Segunda a sexta-feira, das 10h às 20h. Sábado, das 11h às 14h
Número de obras: Aproximadamente 20
Técnica: Fotografia, vídeo